CRÍTICA – Apóstolo
12 out

CRÍTICA – Apóstolo

Filmes

Victor Tadeu

Título: Apóstolo
Título original: Apostle
Data de lançamento: 12 de outubro de 2018 (Netflix)
Duração: 2h 05min
Direção: Gareth Evans
Gênero: Suspense
Nacionalidade: EUA

Sinopse: No ano de 1905, Thomas Richardson (Dan Stevens) viaja para uma ilha remota em busca de sua irmã. Um misterioso culto religioso a raptou e agora pede uma grande quantia de dinheiro por seu resgate. Porém, eles logo percebem que mexer com Thomas foi um erro e ele torna sua missão desencavar todas as mentiras sob as quais o culto foi construído.

Thomas Richardson é um homem que tem o passado um pouco tenebroso e oculto, ao chegar em casa, em Londres, ele descobre que sua irmã fora sequestrada por um culto religioso. Inconformado com a situação o homem decide de todas as formas possíveis ir até o local que a religião é reinada, onde carismático profeta Malcolm lidera.

Seguindo doutrinas estabelecido por essa religião, Thomas decide embarcar no próximo recrutamento para viver os dogmas reinados na ilha recheada de segredos e histórias ocultadas, onde pessoas conseguem ser contraditória e ao mesmo tempo perigosa, sendo infiel aquilo que cultua a religião. Por isso, o homem corre perigo quando adentra no ambiente para buscar sua irmã fugindo de toda lei estabelecida para manter a ilha em perfeita união.

Apóstolo é um filme dirigido por Gareth Evans, o mesmo também foi o escritor de toda a produção. O título conta a história de uma ilha isolada reinada por uma seita religiosa, na qual prega a vida perfeita, porém carrega planos e doutrinas tenebrosas. No elenco encontramos Dan Stevens protagonizando Thomas Richardson.

O longa-metragem é mais uma aposta de Gareth Evans na Netflix, apesar de ser um gênero bastante conhecido e pouco explorado, o diretor procurou trabalhar de forma diferente dentro do terror psicológico que estamos acostumados encontrar. Inicialmente a história é um pouco monótona, chegando ser entediante e bastante parada, mas, quando o suspense começa a ser desferido a situação de engajamento muda.

Ao longo das cenas pequenos destalhes são apresentados para os cinéfilos, só que, algumas pessoas podem não prestar atenção e isso influenciará em alguns quesitos de toda a história, principalmente na contradição e/ou ocultismo encontrado em todo ambiente que o filme é explorado.

O cenário de Apóstolo algumas vezes chega ser bastante encantador, porém sempre carregando um clima pesado e recheado de suspense. O diretor conseguiu trabalhar de forma eficiente em todos os momentos visuais e sonoros, pois alguns efeitos conseguiram gesticular um suspense mais elaborado e frenético para os expectadores, assim diferenciando de alguns outros títulos que falham miseravelmente nesse ramo.

Apesar de o cenário ser bastante admirador, em alguns momentos a produção poderia ter trabalhado de forma mais natural e/ou aprofundada, pois em algumas cenas — principalmente no início — os cinéfilos mais experientes conseguem perceber pequenas falhas, como um barco de pequeno porte sob a água e estando em modo instável, sem nenhuma movimentação, mesmo com a água em movimentos fracos.

É notório como o diretor conseguiu aproveitar toda a trama para levantar questões religiosas, principalmente a intolerância reinada por diversas religiões. Além disso, bruxaria é um dos elementos presentes no longa, porém não tão explorado como poderia, já que uma grande parte do marketing de Apóstolo está sendo realizado através desse fator.

Mesmo com pouco diálogo, o elenco conseguiu se destacas em expressão facial, trabalhando de forma incrível com todo o sentimento transpassado durante as cenas. O figurino bem explorado e os adereços usados pelos personagens são outros elementos bastante chamativo em toda a história, chegando ser referencial a outros títulos.

Apóstolo é um filme categorizado como terror, porém está longe de ser um, ele é um suspense habitado em 1905 que explora de forma obscuro uma religião cultuada em uma ilha bastante afastada. Apesar de algumas falhar o filme consegue ser bom, onde alguns erros são salvos por outros acertos, assim sendo uma opção razoável para aqueles que gostam de longas que exploram religiões não tão comentadas e/ou fictícias.

Nossa nota é:

Assista ao trailer

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