CRÍTICA – A Princesa e a Plebeia
16 nov

CRÍTICA – A Princesa e a Plebeia

Filmes, Notícias

Victor Tadeu

Título: A Princesa e a Plebeia
Título Original: The Pricess Switch
Data de lançamento: 16 de novembro de 2018 (Netflix)
Duração: 1h 41min
Direção: Mike Rohl
Gênero: Comédia Romântica
Nacionalidade: EUA

Sinopse: Uma duquesa e uma confeiteira descobrem que são sósias perfeitas uma da outra e decidem trocar de lugar. Quando elas se apaixonam por homens que não fazem a menor ideia de quem elas são de verdade, esse plano pode virar um problema.

Com os sentimentos presos ao último relacionamento, Stacy encontra-se totalmente desmotivada de comemorar o Natal, já que o seu antigo companheiro não estaria presente. Porém, após receber um convite para participar do 56° Concurso Internacional de Confeitaria e reencontrar o seu ex-namorado, a mulher decide fazer algumas mudanças na vida, chegando até mesmo viver uma nova realidade.

A Princesa e a Plebeia, dirigido por Mike Rohl (Páginas de um Romance) é uma comédia natalina, na qual duas pessoas idênticas trocam de vida por dois dias, no caso uma princesa e uma plebeia. Vanessa Hudgens interpretando duas personagens (Duquesa Lady Margaret e a confeiteira Stacy) nos proporciona um clichê bastante agradável.

Com a aproximação do Natal, muitos diretores acabam investindo pesadamente em filmes que carrega o cenário natalino, apesar de ser um tema fácil de se explorar, ele requer cuidados comprometedores. Mesmo carregando uma essência da data comemorativa, A Princesa e a Plebeia é um título que não explora diretamente todo o contexto do natal, mas acaba utilizando o cenário para desenvolver diversas questões bem trabalhadas.

Um fator muito presente no desenrolar no longa-metragem é a forma que Mike Rohl utilizou para aprofundar em uma nova imagem de papai noel, ele não distorceu o esteriótipo do velho barbudo, mas utilizou determinados personagens para nos ensinar que toda energia de Natal é a empatia e gentileza, assim contendo um grande diferencial de outros clichês natalinos.

A interpretação de Vanessa Hudgens em duas personagens totalmente distintas acaba sendo um ponto bastante forte e destacado no filme, consequentemente sendo bem desenvolvido — com pequenos erros — e fantasticamente investido pela produção. O fato de acompanharmos pessoas com culturas divergentes é bastante curioso, além disso, acaba sendo toda a comédia presente na história, inclusive é foram bem gesticuladas, apesar de ser muito comum na área cinematográfica.

A Princesa e a Plebeia acaba sendo uma comédia romântica ao explorar os sentimentos dos personagens, também sendo um dos destaques mais emotivos do longa. A insatisfação, indignação, amor e diversos outros sentimentos acabam sendo manifestados pelas protagonistas, porém, o amor e afeto pelo próximo é o mais aprofundado, desenvolvendo um romance que divide opiniões — não tão esperado.

Em questão de produção o título consegue ser bastante aclamado, mas com algumas ressalvas, principalmente com o olhar de Vanessa Hudgens em algumas cenas que a equipe de produção teve que mesclar ambas personagens em um cenário, o olhar não condiz com a posição de umas delas e isso acaba sendo notável. A fotografia é bastante encantadora, ela é investida em tonalidades claras e muito fantástica, por outro lado, a trilha sonora também acaba sendo bem relevante com o clima desenvolvido ao acompanhar da história.

Contudo A Princesa e a Plebeia é um filme de comédia que carrega inspirações e referências de outros clássicos, porém de uma forma chamativa e curiosa. Mesmo sendo um clichê o diretor soube trabalhar para que o título tornasse interessante, sendo uma opção de entretenimento muito agradável para aqueles que gostam de uma comédia romântica.

Nossa nota é:

Assista ao trailer

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