CRÍTICA – A Noiva
06 nov

CRÍTICA – A Noiva

Filmes

Julia Giarola

Filme: A Noiva
Título original: Nevesta
Data de lançamento: 2 de novembro de 2017
Duração: 1h 33min
Direção: Svyatoslav Podgayevskiy
Gênero: Terror
Nacionalidade: Rússia

Sinopse: Nastya (Victoria Agalakova) é uma jovem mulher que viaja com seu futuro marido para a casa da família dele. Logo após chegar, ela percebe que a visita pode ter sido um erro terrível. Rodeada por pessoas estranhas, ela passa a ter visões horríveis à medida que a família do seu futuro esposo a prepara para uma tradicional cerimônia de casamento eslava.

Em meio de um ano muito bom para filmes de terror, podemos ver também um aumento significante não apenas na qualidade de filmes estrangeiros, mas também a visibilidade e reconhecimento pela própria Hollywood. Os estúdios estão sempre de olho, em busca de novas ideias para possíveis remakes, como aconteceu com Toni Erdman, o filme alemão que ganhará versão norte-americana com Jack Nicholson e Kristen Wiig. Aparentemente o mesmo irá acontecer com A Noiva, que será refilmada pela Lionsgate. Porém, ao contrário de Toni Erdman, um filme extremamente bem-feito, A Noiva tem ainda muitos problemas, tendo mais motivos para ser refilmado.

Os minutos iniciais começam prometendo algo novo e sofisticado, prendendo a atenção em um bom clima de tensão. Porém o resto do filme não cumpre. As escolhas estilísticas tentam criar um ambiente para o filme que trouxe um charme especial em relação ao visual do longa que é de longe o seu melhor aspecto. O “terror” vem muito das escolhas da fotografia, trilha sonora, direção e direção de arte, se diferenciando de algumas produções de Hollywood, revelando informações visualmente. É difícil encontrar projetos que utilizam de todos os recursos para contar a melhor história possível. Mas neste caso, apesar de tentar contar da melhor maneira, a trama não é bem desenvolvida e acaba pesando o restante do filme.

Com temas sombrios e alguns toques emocionais, o filme sofre ao levantar questões intrigantes nos primeiros minutos, mas não as desenvolvendo. A trama perde sentido quando o filme simplesmente para de se preocupar com a história. A falta de motivação e ocasional furo no roteiro são o bastante para afundar A Noiva gradativamente, chegando à um final que não apenas decepcionou, mas também destruiu toda a boa premissa que havia sido construída no primeiro ato.

É bom ver a evolução do gênero que agora ganha mais respeito na indústria. Porém há ainda a falta de consideração por histórias em muito desses filmes, o que prejudica aqueles que se esforçaram tanto para dar credibilidade ao terror. A Noiva começa com um conceito interessante que simplesmente não vai à lugar nenhum o que realmente é uma pena. Com potencial, resta a esperança que o remake possivelmente irá concertar os erros desse enredo falho e elevar o material à algo mais sofisticado e inovador.

Nossa nota é:

Assista ao trailer:

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