CRÍTICA – Como se Tornar um Conquistador
24 jul

CRÍTICA – Como se Tornar um Conquistador

Filmes

Julia Giarola

Filme: Como se Tornar um Conquistador
Título original: How To Be a Latin Lover
Data de lançamento: 27 de julho de 2017
Duração: 1h 55min
Direção: Ken Marino
Gênero: Comédia
Nacionalidade: EUA

Sinopse: Maximo tem o sonho de ser um milionário, mas sem levantar um dedo. Para isso, ele passa a conquistar mulheres muito ricas e glamourosas. Ele então se casa com uma mulher rica e 25 anos depois ele é trocado por um homem muito mais jovem e é forçado a morar com sua irmã Sara e seu sobrinho Hugo. À procura de uma vida de luxo, funcionários e carros, este filme expõe os valores que realmente importam: o poder do charme e acima de tudo o amor familiar.

A maioria dos filmes de comédia que são direcionados à um público maior, geralmente são muito cuidadosos ao representar a realidade como um todo, principalmente quando se trata dos protagonistas e da história que os envolve. Os estúdios estão sempre tentando minimizar os riscos, mantendo a constante similaridade entre seus projetos. Com muita ambição, Como se Tornar um Conquistador ignora todas estas regras e se preocupa apenas em contar uma boa e divertida história. Apresentando um enredo extremamente original, o filme retrata a realidade por trás de relacionamentos de uma forma orgânica, deixando espaço o suficiente para o humor.

Como se Tornar um Conquistador possui uma boa quantidade de piadas espalhadas pela trama, não forçando a comédia hora nenhuma. Em vez disso, o filme dá espaço à um sub-enredo emocional composto de ótimos diálogos realmente baseados na realidade dos relacionamentos. O filme consegue permanecer autêntico ao inserir cenas com diálogos em espanhol entre Maximo (Eugenio Derbez) e sua irmã Sara (Selma Hayek), promovendo um conteúdo mais íntimo entre os membros desta família. O longa é engraçado e divertido, conseguindo ainda promover emoção.

Ao decorrer da história conseguimos reconhecer uma estrutura segura no qual as situações se desenrolam, porém, graças ao conteúdo original, o filme ainda mantém sua distinção em relação aos personagens e “lições” que promove. Esta comédia explora delicadamente (porém com eficiência) a noção de dignidade: trabalhe pelas coisas em sua vida em vez de apenas desejá-las. A moral inserida na história acrescenta mais camadas ao filme o deixando ainda mais completo.

A predominância de atores mexicanos como protagonistas da trama não é a única relevância do filme, este que realmente celebra as pessoas que vão para os EUA em busca de uma vida nova e acabam construindo uma importante parte da cultura do país. É uma homenagem sutil aos imigrantes, mas ainda combatendo com classe a xenofobia norte-americana.

Como se Tornar um Conquistador realmente consegue reunir um elenco incrível desde Eugenio Derbez, uma incrível revelação para o cinema americano, até Selma Hayek, já bem conhecida na indústria. Derbez faz um ótimo trabalho como o protagonista desta comédia transbordando carisma e mostrando os talentos cômicos. Os destaques do elenco são Rob Lowe, que apesar de não aparecer tanto no filme, deixa sim uma ótima impressão; e Rafael Alejandro, o ator mirim que também é uma incrível revelação do filme.

Eugenio Derbez se mostra um produtor muito esperto trazendo diversas atrações à seu filme. As excelentes participações de atores famosos em papeis coadjuvantes realmente coloca o filme nos olhos de um público maior, além de mostrar que Ken Marino não é apenas um ótimo comediante, mas também um diretor de comédia muito competente.

Com certeza, Como se Tornar um Conquistador é um filme para todos se divertirem e variarem um pouco das cansativas comédias que estamos tanto acostumados nestes últimos anos. Vale a pena conferir!

Nossa nota é:

Assista ao trailer:

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