CRÍTICA – Colossal
01 jun

CRÍTICA – Colossal

Filmes

Julia Giarola

Filme: Colossal
Título original: Colossal
Data de lançamento: 15 de junho de 2017
Duração: 1h 30min
Direção: Nacho Vigalondo
Gênero: Comédia, Ficção Cientifica
Nacionalidade: Espanha, Canadá

Sinopse: Gloria (Anne Hathaway) deixa Nova York e volta para sua cidade natal após perder o emprego e o noivo. Ao acompanhar as notícias sobre o ataque de um lagarto gigante a Seoul, ela descobre que está misteriosamente conectada mentalmente ao evento.

Este é um filme complicado de se explicar. Qualquer explicação um pouco mais detalhada sobre a trama está sujeita a entregar enormes spoilers. Então, o que posso dizer é que o filme conta a história de Glória (Anne Hathaway) que, após ser expulsa do apartamento do noivo por causa de problemas com a bebida, muda de volta para sua cidade natal onde encontra um amigo de infância, Oscar (Jason Sudeikis). Acompanhando notícias sobre um ataque de um monstro em Seoul, ela descobre uma estranha conexão com a criatura. Para evitar novos casos parecidos e uma eventual destruição total do planeta, Gloria precisa controlar os poderes de sua mente e entender por que sua existência aparentemente insignificante tem tamanha responsabilidade no destino do mundo.

Colossal é um filme que eu não sabia que precisava até assisti-lo. Este excelente filme surpreende com sua história extremamente original que é uma metáfora perfeita para desenvolver os conflitos internos da personagem principal. O enredo é repleto de surpresas e reviravoltas que se provam tanto inesperados quanto envolventes; e é por isso e muito outros motivos que o longa é o que tanto precisamos nesta escassez de ideias.

A direção de Nacho Vigalondo, assim como seu roteiro, é charmosa e perto de impecável. A história flui com facilidade evitando clichês e cenas desnecessárias. Os personagens são extremamente bem desenvolvidos e são suas motivações que movem o filme com tanta exatidão. Muitas vezes são os diálogos que estabelecem os relacionamentos entre os personagens, mas sem deixar o enredo monótomo e pacato. Pelo contrário, o filme é nada mais que envolvente.

Todo o elenco está ótimo no filme, mas o destaque é Anne Hathaway que carrega a história com sua encantadora atuação. A personagem tinha tudo para parecer chata e distante, mas a atriz faz com que a audiência se conecte e se importe com Glória. Jason Sudeikis, que interpreta Oscar também prova mais uma vez que é um ator charmoso, apesar de ainda não conseguir sair da “mesmice” de seus trabalhos anteriores e apresentar algumas dificuldades com os aspectos mais dramáticos do enredo.

A trilha sonora também conseguiu se destacar entre os aspectos técnicos estabelecendo o estilo que o filme almeja, fazendo com que os elementos mais surreais da trama não pareçam tão absurdos. O monstro e os demais efeitos especiais também são surpreendentes considerando o tipo do filme, o que é ótimo para a credencial de qualidade do longa. Estes, porém, não são a atração do filme; esta é a história que provoca interpretação da maneira mais sutil possível.

Colossal fala por se mesmo, então tudo que peço que é que assistam este sem falta. Vamos prestigiar os filmes que ousam a serem diferentes e originais. Vale a pena!

Nossa nota é:

Assista ao trailer:

 

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