A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell
05 maio

A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell

Filmes

Julia Giarola


Filme:
A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell
Título original: Ghost In The Shell
Data de lançamento: 30 de março de 2017
Duração: 1h 47min
Direção: Rupert Sanders
Gênero: Ação, Ficção científica
Nacionalidade: EUA

Sinopse: Major Mokoto Kusanagi, uma policial cibernética, luta para levar justiça às ruas de sua megacidade japonesa, em um futuro distópico.

Em um mundo pós-2029, é bastante comum o aperfeiçoamento do corpo humano a partir de inserções tecnológicas. O ápice desta evolução é a Major Mira Killian (Scarlett Johansson), que teve seu cérebro transplantado para um corpo inteiramente construído pela Hanka Corporation. Considerada o futuro da empresa, Major logo é inserida no Section 9, um departamento da polícia local. Lá ela passa a combater o crime, sob o comando de Aramaki (Takeshi Kitano) e tendo Batou (Pilou Asbaek) como parceiro. Só que, em meio à investigação sobre o assassinato de executivos da Hanka, ela começa a perceber certas falhas em sua programação que a fazem ter vislumbres do passado quando era inteiramente humana.

Hollywood por muitos anos vem tendo como maior propósito uma dominação global, alvejando não apenas a audiência dos EUA, mas também do mundo inteiro. É por isso, então, que a maioria de seus blockbusters tem como objetivo principal o apelo público, fazendo os grandes estúdios ignorar a arte e adotar a capitalização desta. Com isso em mente, A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell não é diferente, sendo adaptado do mangá japonês, a predominância de atores caucasianos é vergonhosa. A decisão de escalar artistas famosos como Scarlett Johansson nos papeis principais são argumentados pela simples obsessão do atrativo público. Porém esta é uma escolha covarde e muitas vezes preconceituosa, mostrando ao mundo que Hollywood se recusa a representar a audiência mundial, mesmo sendo seu alvo principal.

O filme sofre da “síndrome do conformável”, seguindo a mesma fórmula de muitos outros blockbusters. O longa apresenta ótimos efeitos especiais e sequências de ações bem-feitas, o que é o suficiente para os estúdios. Estas qualidades, porém, não são o suficiente para formar um bom filme. Longas que tentam escapar de todos os outros aspectos técnicos são vergonhosos e um grande insulto para o público que paga para assisti-los.

A narrativa é usada e confusa. O roteiro utiliza mesma fórmula, mesmo molde para desenvolver os acontecimentos, o que já se tornou cansativo. Os atores fazem o que podem com os diálogos ruins, que muitas vezes subestimam a audiência tentando explicar demais o ambiente do filme, em vez de apenas mostrá-lo. Os personagens têm motivações toscas e muitas vezes ambíguas, impedindo que o público se invista na história.

Atualmente os estúdios estão raptando o cinema, tratando os filmes como produto e os introduzindo ao capitalismo, fazendo a maioria dos longas ultimamente sem nenhum propósito. A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell é exatamente isso: um filme que não precisamos. Sem nenhuma ambição, sem inovação, ele entra para a gigante lista de filmes que logo serão esquecidos.

Nossa nota é:

Assista ao trailer:

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